Se você é fã de antiquários e ruas coloridas, tem que conhecer Woodstock, em Cape Town. Um dos bairros mais antigos da cidade, ele passou muito tempo marginalizado mas, nos últimos anos, tem visto uma gentrificaçãoDIGO, revitalização de suas ruas. Polêmicas à parte, fato é que vários prédios, casas e fábricas antigas de Woodstock hoje abrigam lojas de marcas locais, restaurantes e escritórios criativos.

 

 

Mesmo com o crescimento dos preços de aluguéis pela gentrificação da vizinhança, Woodstock ainda tem uma mistura de classes e culturas que são mais raras na zona sul da cidade. Várias casas são ocupadas por famílias que moram lá há várias gerações, e não é difícil ver senhoras sentadas na calçada ou crianças jogando futebol na rua, a poucas quadras de grandes avenidas que mais parecem o centrão da cidade.  Uma das principais e mais movimentadas dessas avenidas é a Albert Road, que você vê nessas fotos aqui.

 

 

A rua tem uma atração em cada portinha, e vale passar uma manhã batendo perna por lá. Mas eu destaco, além dos vários antiquários, dois pontos: Woodstock Exchange é um centro comercial com lojas de marcas sul africanas, agências publicitárias e um restaurante bem lindo, o Superette. O outro é o Old Biscuit Mill, uma antiga fábrica de biscoitos, que também virou um shopping de pequenas marcas. O prédio foi adaptado para receber as lojas e restaurantes, mas a estrutura e a fachada (lindíssima) foram conservadas. Vale a pena fingir que vai comer no The Pot Luck Club pra dar um passeio no elevador panorâmico (a vista de Woodstock com a Table Mountain ao fundo é de lá). Como é um restaurante bem caro, só fomos conferir a vista mesmo, e depois almoçamos no Redemption Real Burguers. O lugar tem váarias marcas legais, mas eu mal saí da Plushprops. A loja tem uma infinidade de porcelanas, talheres, panelas e qualquer quinquilharia antiga, organizados em um galpão imenso branquinho – que, confesso, me atraiu mais que os produtos em si.